Mesmo em um cenário de retração do mercado, com leve queda nos emplacamentos em relação a 2024, o Panda conseguiu preservar volumes expressivos de vendas e garantir a primeira posição no ranking anual. O modelo segue como pilar da Fiat na Itália e peça-chave para a presença da marca no mercado doméstico.
Em contrapartida, o Grande Panda, apresentado como um dos principais lançamentos da Fiat e visto como sucessor indireto do Argo em mercados globais, não correspondeu às expectativas em 2025. Apesar da proposta mais moderna, com novas plataformas e versões eletrificadas, o modelo teve desempenho discreto nas vendas e ficou distante do protagonismo exercido pelo Panda tradicional.
Analistas apontam que o resultado evidencia a dificuldade de substituir um veículo fortemente enraizado na cultura italiana. O Panda, além do preço competitivo, mantém alto reconhecimento da marca e fidelidade do público, fatores que o Grande Panda ainda não conseguiu replicar.
O desempenho desigual ocorre em um momento delicado para a indústria automotiva italiana. A produção local registrou queda ao longo de 2025, afetando o ritmo de lançamentos e a oferta de novos modelos do grupo Stellantis, controlador da Fiat.
Com isso, o mercado italiano encerra o ano com um contraste claro: de um lado, a longevidade e força comercial do Fiat Panda; de outro, os desafios enfrentados pela nova geração de compactos da marca para conquistar espaço e repetir o sucesso de seus antecessores.
