| foto: divulgação |
A Renault apresentou uma nova geração do Duster, inicialmente voltada ao mercado indiano, mas que reúne características que podem agradar — e muito — ao consumidor brasileiro. Mais moderno, tecnológico e refinado, o modelo utiliza a mesma plataforma modular de Kardian e Boreal, aposta em motorização híbrida e traz itens inéditos na linha, como teto solar panorâmico e porta-malas com abertura elétrica.
Diferente do Dacia Duster europeu, essa nova geração foi pensada para mercados em desenvolvimento, o que torna sua possível adaptação ao Brasil algo bastante viável.
Duster brasileiro já pede renovação
O Duster vendido hoje no Brasil chegou em 2020, mas sua base ainda deriva do projeto original lançado há mais de 15 anos. Apesar de atualizações pontuais — como faróis em LED, seis airbags e central multimídia mais moderna —, o modelo já mostra sinais claros de defasagem frente aos concorrentes.
Além disso, a Renault enfrenta atualmente um vácuo no portfólio nacional, entre o Kardian e o Boreal. Um novo Duster poderia ocupar exatamente esse espaço.
Visual mais robusto e moderno
O novo Duster abandona o visual arredondado e adota linhas mais quadradas e robustas, seguindo a nova identidade visual da Renault, com clara inspiração no Boreal. A dianteira é alta, com faróis full LED, laterais musculosas e traseira com lanternas interligadas em LED.
Por dentro, o SUV traz um interior completamente renovado, com grandes telas integradas, design moderno e acabamento alinhado a modelos mais recentes da marca, como o Megane E-Tech.
Dimensões maiores e foco em robustez
Embora a Renault ainda não tenha divulgado medidas oficiais, estimativas indicam que o novo Duster deve ultrapassar os 4,35 metros de comprimento, com cerca de 1,80 m de largura, 1,62 m de altura e 2,67 m de entre-eixos — maior que o de um Volkswagen T-Cross, por exemplo.
O conjunto mecânico e estrutural mantém forte parentesco com o Dacia Duster europeu, o que reforça a proposta de robustez, confiabilidade e bom comportamento em pisos irregulares.
Motorização híbrida e motor conhecido do Brasil
Entre os destaques está a opção híbrida-leve (MHEV), que combina um motor 1.8 aspirado com dois motores elétricos, entregando cerca de 160 cv de potência.
Outra alternativa é o já conhecido 1.3 turbo, utilizado no Boreal, com 163 cv, sempre associado ao câmbio automático de dupla embreagem, solução já aprovada pelo público brasileiro.
Lista de equipamentos impressiona
O novo Duster sobe o nível e passa a oferecer itens até então inéditos no modelo, como:
-
Teto solar panorâmico
-
Porta-malas com abertura e fechamento elétricos
-
Pacote completo de assistências à condução (ADAS)
-
Painel digital integrado à multimídia
-
Ar-condicionado digital dual zone
-
Seletor de marchas por joystick
-
Bancos dianteiros ventilados
-
Ajustes elétricos para o banco do motorista
-
Iluminação ambiente em LED personalizável
-
Sistema multimídia com Google integrado (Maps, Assistente e Play Store)
Nome Duster deve continuar no Brasil
A Renault já sinalizou que não pretende abandonar o nome Duster no mercado brasileiro. Diante disso, três caminhos são possíveis: manter a geração atual, desenvolver um modelo exclusivo (o que elevaria custos) ou adaptar uma geração já existente.
Entre as opções, o novo Duster indiano surge como a alternativa mais lógica, equilibrando modernização, custo e adequação ao mercado nacional.
Se confirmado, o Duster 2027 pode recolocar a Renault com força total no disputado segmento de SUVs no Brasil.