A novidade faz parte da nova plataforma modular PSA3 e tem como objetivo reduzir custos, acelerar a produção, aumentar a rigidez estrutural e diminuir significativamente a pegada de carbono na fabricação dos automóveis.
Segundo a Volvo Cars, o novo sistema permite fundir grandes seções do chassi em uma única peça, reduzindo o número de componentes estruturais de cerca de 100 para apenas duas ou três. Com isso, há menor complexidade industrial, menos soldas, menos robôs e maior eficiência energética nas fábricas.
A empresa afirma que a tecnologia também melhora o desempenho estrutural do veículo, com ganhos em segurança, rigidez torcional e redução de peso, fatores que impactam diretamente a autonomia dos carros elétricos.
Produção mais rápida, barata e sustentável
A adoção do gigacasting representa uma mudança profunda no modelo produtivo da indústria automotiva, aproximando a Volvo de práticas já utilizadas por empresas como a Tesla, mas em um nível ainda mais avançado.
De acordo com executivos da montadora sueca, o novo método permitirá:
- Reduzir o tempo total de fabricação de cada veículo
- Cortar custos logísticos e operacionais
- Diminuir o consumo de energia nas linhas de montagem
- Reduzir emissões de CO₂ associadas à produção
A expectativa é que a inovação diminua em até 20% o tempo de montagem do chassi, além de gerar economia relevante no uso de matéria-prima e na logística interna das fábricas.
Integração com nova geração de veículos elétricos
O EX60 será um dos pilares da nova geração de veículos totalmente elétricos da Volvo. O modelo ocupará o segmento médio premium, posicionando-se abaixo do EX90, e terá papel estratégico nos mercados europeu, norte-americano e chinês.
Além da revolução no processo produtivo, o SUV deve trazer:
- Nova arquitetura eletrônica centralizada
- Atualizações remotas de software (over-the-air)
- Sistemas avançados de assistência à condução
- Novo conjunto de baterias com maior densidade energética
A Volvo reforça que a tecnologia de produção estreada pelo EX60 será expandida gradualmente para outros modelos da marca, tornando-se padrão nos futuros lançamentos.
Impacto na indústria automotiva global
Especialistas avaliam que o avanço do gigacasting estrutural tende a redefinir padrões industriais, forçando outras montadoras a acelerar investimentos em automação pesada, fundição avançada e novos materiais.
Ao mesmo tempo, o movimento pode gerar impactos relevantes na cadeia global de autopeças, uma vez que a redução drástica no número de componentes estruturais tende a alterar o papel de diversos fornecedores tradicionais.
Para a Volvo, a estratégia reforça o compromisso com a meta de se tornar uma montadora 100% elétrica até 2030, apostando em inovação industrial como alavanca para competitividade, sustentabilidade e ganho de escala.
