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Mais do que uma simples edição comemorativa, o TerraForce representa uma estratégia interessante da GWM: transformar sugestões de clientes, fãs do modelo e apaixonados por veículos 4x4 em características concretas de um produto de fábrica. O projeto também inaugura uma nova identidade da marca voltada ao público aventureiro.
Um SUV desenvolvido com participação dos proprietários
Desde sua chegada ao Brasil, o Tank 300 chamou atenção por fugir da receita tradicional dos SUVs eletrificados. Em vez de apostar apenas em conforto urbano e eficiência, o modelo combina sistema híbrido plug-in com carroceria sobre chassi, tração 4x4 e recursos destinados ao uso fora de estrada.
O TerraForce leva essa filosofia ainda mais longe.
Segundo a GWM, o desenvolvimento da série especial envolveu contato direto com proprietários, fãs do Tank 300 e preparadores de veículos 4x4. A proposta foi entender o que esse público realmente gostaria de encontrar em uma configuração especial do SUV.
O resultado é um veículo que procura entregar, de fábrica, parte da personalização que normalmente seria feita pelo próprio proprietário depois da compra.
Visual exclusivo e mais personalidade
O primeiro elemento que diferencia o Tank 300 TerraForce é a pintura exclusiva Cinza Zenith, acompanhada por uma nova grade frontal desenvolvida especialmente para a série.
As rodas de liga leve de 18 polegadas também recebem desenho próprio e acabamento escurecido. Emblemas e detalhes externos reforçam a identidade TerraForce, deixando o SUV com aparência ainda mais robusta.
Mas existe uma novidade que vai além da estética: o rack de teto.
Desenvolvido para transportar equipamentos, o acessório transforma o visual do Tank 300 e aproxima o modelo do universo das expedições 4x4. A estrutura suporta até 75 kg com o veículo parado e 50 kg em movimento, de acordo com as especificações divulgadas para a série.
Com o rack instalado, a altura total do veículo também aumenta, chegando a aproximadamente 1,96 metro. Por isso, quem pretende utilizar o carro em garagens, estacionamentos cobertos ou locais com limite de altura precisa ficar atento.
Interior mais sofisticado
A filosofia do TerraForce não ficou restrita ao exterior.
O interior mantém a proposta premium do Tank 300, com bancos revestidos em couro Nappa, acabamento sofisticado e uma ampla lista de equipamentos. Na série especial, os bancos dianteiros passam a contar também com ventilação no encosto.
Outro detalhe interessante está no sistema de massagem do banco do motorista, que passa a oferecer oito modos, dois a mais do que no modelo convencional.
O pacote tecnológico inclui duas telas de 12,3 polegadas, conectividade 4G, teto solar, sistema de som de alta fidelidade e recursos avançados de assistência ao motorista.
A proposta é justamente misturar características de um veículo preparado para aventuras com o conforto esperado de um SUV premium.
O coração do TerraForce continua híbrido plug-in
Apesar das mudanças visuais e dos novos equipamentos, o TerraForce não abandona a mecânica que tornou o Tank 300 tão diferente no mercado brasileiro.
O SUV utiliza o sistema híbrido plug-in Hi4-T, agora associado ao motor 2.0 turbo flex e a um conjunto elétrico.
A potência combinada chega a 394 cv, enquanto o torque máximo informado é de 76,5 kgfm. O câmbio é automático de nove marchas.
De acordo com os dados divulgados pela GWM, o TerraForce pode acelerar de 0 a 100 km/h em cerca de 6,8 segundos. A bateria de 37,1 kWh permite rodar até 74 quilômetros no modo totalmente elétrico pelo ciclo do Inmetro.
Isso cria uma combinação pouco comum: de um lado, um veículo capaz de utilizar eletricidade para deslocamentos urbanos; de outro, um SUV construído com características de um legítimo 4x4.
Não é apenas um SUV com aparência aventureira
Talvez esse seja o principal diferencial do Tank 300 TerraForce.
O modelo não depende apenas de para-choques robustos, rodas grandes ou acessórios decorativos para transmitir uma imagem de aventura.
A estrutura sobre chassi e o sistema de tração 4x4 com caixa de transferência fazem parte da arquitetura do veículo. O SUV ainda conta com diferentes modos de condução para terrenos variados, bloqueios eletrônicos e recursos específicos para situações de baixa aderência.
A altura livre do solo é de aproximadamente 22,2 centímetros, enquanto os ângulos de entrada e saída chegam a 32° e 33°, respectivamente. A capacidade declarada de travessia em água é de até 70 centímetros.
Na prática, isso coloca o Tank 300 em uma categoria diferente dos SUVs urbanos que utilizam apenas sistemas eletrônicos para simular uma vocação aventureira.
O TerraForce também pensa na experiência do proprietário
Outra característica interessante da série especial é a preocupação com a experiência de compra.
Os 300 compradores recebem um Welcome Kit exclusivo, apresentado em uma embalagem colecionável. Entre os itens estão boné, garrafa térmica, lanterna, abridor de garrafa, capa de couro para o manual do veículo e uma carta assinada pela diretoria da GWM.
Os proprietários também passam a contar com um canal de atendimento exclusivo da série.
É uma estratégia que combina com a proposta de exclusividade do modelo. Afinal, quem compra uma edição limitada normalmente não está adquirindo apenas um meio de transporte, mas também uma experiência e um produto com maior apelo de coleção.
E o preço?
O GWM Tank 300 TerraForce chega ao mercado brasileiro por R$ 350 mil, com apenas 300 unidades produzidas para essa série especial.
O valor representa um acréscimo em relação ao Tank 300 convencional, mas parte dessa diferença está associada aos equipamentos exclusivos, à personalização visual e à própria limitação de produção.
A questão, portanto, não é apenas saber se o TerraForce é mais barato ou mais caro, mas entender para quem ele faz sentido.
Para quem procura exclusivamente um SUV urbano, provavelmente existem alternativas mais racionais e econômicas.
Já para quem valoriza exclusividade, capacidade off-road, desempenho e tecnologia híbrida, a proposta começa a fazer mais sentido.
Uma resposta direta aos proprietários
A maior novidade do TerraForce talvez não esteja no motor, na bateria ou no rack de teto.
Ela está na forma como o veículo foi concebido.
A GWM identificou que existe um público interessado em utilizar o Tank 300 como algo mais do que um SUV sofisticado para circular pela cidade. São proprietários que gostam de trilhas, viagens, expedições e personalização.
Em vez de deixar essas modificações exclusivamente nas mãos dos clientes e preparadores, a fabricante decidiu incorporar parte dessas ideias ao produto original.
É uma maneira inteligente de criar uma conexão mais forte entre marca e consumidor.
O que os donos devem esperar do Tank 300
Como qualquer veículo, o Tank 300 não está livre de críticas. Relatos publicados por proprietários e levantamentos de reclamações já apontaram questões relacionadas principalmente a conectividade, funcionamento de sistemas eletrônicos e atendimento pós-venda. Algumas dessas ocorrências foram posteriormente tratadas pela marca.
Isso é importante porque o TerraForce chega ao mercado como um produto premium. Nesse segmento, não basta entregar potência, tecnologia e acabamento. O atendimento da rede também precisa acompanhar a proposta do veículo.
Por outro lado, avaliações especializadas destacam justamente a combinação pouco comum entre conforto, desempenho e capacidade off-road do Tank 300.
Vale a pena?
O GWM Tank 300 TerraForce não foi criado para ser o SUV mais racional do mercado. E talvez essa seja justamente a sua maior virtude. Ele aposta na emoção.
Tem visual quadrado e imponente, tração 4x4, construção sobre chassi, motorização híbrida plug-in, quase 400 cv e uma lista extensa de equipamentos. Na série TerraForce, ganha ainda acessórios e detalhes desenvolvidos a partir das sugestões de quem já convive com o modelo.
O resultado é um SUV que tenta unir dois mundos tradicionalmente difíceis de conciliar: a robustez dos antigos jipes e a tecnologia dos automóveis modernos.
A edição limitada a 300 unidades ainda acrescenta um ingrediente importante: exclusividade.
No fim das contas, o GWM Tank 300 TerraForce representa mais do que uma nova configuração do SUV. Ele mostra que ouvir o consumidor pode resultar em um produto mais conectado com seu público — especialmente quando esse público sabe exatamente o que espera de um veículo criado para sair do asfalto.
E essa talvez seja a principal lição deixada pelo TerraForce: quando os donos ajudam a construir o carro, a personalização deixa de ser apenas acessório e passa a fazer parte da própria identidade do veículo.
