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O movimento reforça o avanço das fabricantes chinesas sobre estruturas industriais tradicionais de grandes marcas globais. O negócio repete a estratégia adotada recentemente na Espanha, onde a Chery também assumiu instalações antes pertencentes à Nissan.
A venda da planta sul-africana não é um caso isolado. Ela faz parte de uma ampla reestruturação conduzida pela Nissan para conter uma grave crise financeira, que já provocou a queda de seu antigo CEO e resultou em um dos maiores cortes de pessoal de sua história recente: cerca de 20 mil funcionários devem ser demitidos em todo o mundo.
A fábrica de Rosslyn integra a lista de sete unidades que a Nissan decidiu fechar ou consolidar globalmente. A decisão expõe as dificuldades da empresa em manter sua capacidade produtiva diante da expressiva queda nas vendas em mercados estratégicos, como China e Estados Unidos.
Enquanto isso, a Chery avança com força, aproveitando o enfraquecimento das montadoras tradicionais para ampliar sua presença internacional, especialmente em regiões estratégicas da África e da Europa.
O cenário revela uma mudança importante no equilíbrio da indústria automotiva mundial, com as marcas chinesas ganhando cada vez mais protagonismo e colocando pressão sobre gigantes históricos do setor.