Financiamento de veículos atinge maior nível em 14 anos no Brasil

 

O financiamento de veículos fechou 2025 em alta histórica. Foram 7,3 milhões de unidades financiadas ao longo do ano, o maior volume desde 2011, segundo dados da B3, a bolsa do Brasil. O número representa crescimento de 2% em relação a 2024 e confirma o terceiro ano consecutivo de avanço do crédito automotivo no país.

O crescimento foi puxado principalmente pelas regiões Nordeste e Norte, que registraram altas de 12,3% e 9,8%, respectivamente. Mesmo assim, Sudeste e Sul continuam concentrando a maior parte das operações, somando mais de 62% de todos os financiamentos realizados no Brasil.

Usados seguem liderando

Os veículos usados seguem como os mais financiados. Em 2025, foram 4,6 milhões de unidades, contra 2,6 milhões de veículos novos, considerando automóveis leves, pesados e motocicletas.

No recorte regional, o Sudeste lidera com 41,9% dos financiamentos, seguido pelo Sul (20,2%), Nordeste (19,5%), Centro-Oeste (10,6%) e Norte (7,9%).

Motos em alta

O financiamento de motocicletas também teve um ano forte. Foram 1,9 milhão de unidades financiadas, alta de 11,3% em relação a 2024. São Paulo lidera esse mercado, com 18% das operações, seguido por Pará e Minas Gerais.

Quanto custa financiar um veículo?

Apesar do recorde nas vendas financiadas, o custo do crédito segue elevado. Dados do Banco Central mostram que, em novembro de 2025, a taxa média de juros para pessoas físicas ficou em 26,61% ao ano, o equivalente a cerca de 1,99% ao mês. Para empresas, a taxa média foi de 18,68% ao ano, ou 1,44% ao mês.

Na prática, um financiamento de R$ 60 mil em 48 meses pode ultrapassar facilmente os R$ 90 mil pagos ao final, dependendo da instituição financeira, do perfil do cliente e do prazo escolhido.

Exemplo prático

Tomando como base a Fiat Strada, veículo mais vendido do Brasil: com preço de R$ 125 mil, entrada de 20% (R$ 25 mil) e financiamento de R$ 100 mil em 48 meses, com juros médios de 1,99% ao mês, a parcela fica próxima de R$ 3.200. Ao final do contrato, o consumidor paga mais de R$ 153 mil, sendo cerca de R$ 28 mil só em juros, sem contar tarifas adicionais.

Prazos variam conforme a montadora

Os prazos de financiamento mudam conforme a política de cada marca.

  • Ford: geralmente até 48 meses

  • Fiat: contratos entre 36 e 72 meses

  • Chevrolet: prazos de 24, 36 ou 48 meses

  • Volkswagen: financiamentos em até 60 parcelas

Entrada faz diferença

O valor da entrada é decisivo. Embora algumas instituições aceitem 10%, o mais comum é exigir entre 20% e 30% do valor do veículo. Quanto maior a entrada, menores ficam as parcelas e o custo final do financiamento.

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