Volkswagen registra queda nas entregas no 4º trimestre com retração da demanda na China e nos EUA

 

A montadora alemã Volkswagen registrou uma queda de 4,9% nas entregas globais de veículos no quarto trimestre de 2025, reflexo direto da menor demanda na América do Norte e na China, informou a empresa nesta segunda-feira.

No período, o grupo entregou 2,38 milhões de veículos, abaixo dos 2,50 milhões de unidades comercializadas no mesmo trimestre do ano anterior.

Desempenho por região

Enquanto a Volkswagen apresentou crescimento em mercados europeus, o desempenho negativo fora do continente puxou o resultado para baixo. As entregas aumentaram:

  • 5,6% na Europa Ocidental

  • 5,9% na Europa Central e Oriental

Em contrapartida, as vendas caíram 17,4% na China e na América do Norte, regiões estratégicas para o grupo.

Segundo Marco Schubert, membro do comitê executivo ampliado da Volkswagen para vendas, o cenário adverso é resultado de fatores externos relevantes.

“A intensa situação competitiva na China, bem como as tarifas e a descontinuação dos subsídios para veículos elétricos nos Estados Unidos, impactaram nossos negócios”, afirmou em comunicado.

Estratégia: valor acima do volume

Apesar da forte concorrência — especialmente na China, onde mais de 100 marcas automotivas disputam mercado — a Volkswagen reforçou que mantém a estratégia de priorizar valor em vez de volume, mesmo diante da pressão sobre preços.

A empresa destacou ainda que segue confiante em manter a posição de principal fabricante internacional no mercado chinês, apesar da perda de participação.

Em 2025, a Volkswagen caiu para a terceira colocação em participação de mercado na China, ficando atrás da BYD e da Geely Auto.

Elétricos seguem em alta

Mesmo com o cenário desafiador, as vendas de veículos 100% elétricos a bateria cresceram 11,6% no trimestre, mostrando resiliência do segmento.

Assim como a Volkswagen, outras montadoras alemãs como BMW e Mercedes-Benz também relataram queda nas vendas no último trimestre de 2025, igualmente pressionadas pela desaceleração da demanda nos Estados Unidos e na China.

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