Mas a pergunta que desperta a curiosidade de investidores, empresários e entusiastas da tecnologia é: quanto vai custar cada unidade do chamado "carro voador" da Embraer?
Neste artigo, mostramos as estimativas de preço, os fatores que influenciam o valor da aeronave e como ela poderá transformar o mercado de transporte aéreo urbano.
Afinal, o que é o eVTOL da Embraer?
Apesar de ser popularmente conhecido como "carro voador", o projeto desenvolvido pela Eve Air Mobility é tecnicamente um eVTOL (Electric Vertical Take-Off and Landing).
Trata-se de uma aeronave elétrica capaz de decolar e pousar verticalmente, semelhante a um helicóptero, mas realizando o voo de cruzeiro como um avião convencional.
O modelo foi desenvolvido para:
- transporte urbano de passageiros;
- táxi aéreo;
- deslocamentos entre aeroportos;
- viagens corporativas;
- serviços médicos e de emergência.
A proposta é reduzir drasticamente o tempo gasto no trânsito das grandes metrópoles.
Quanto vai custar o carro voador da Embraer?
Embora a Eve Air Mobility ainda não divulgue oficialmente o preço individual negociado com cada cliente, diversas estimativas do mercado apontam um valor de aproximadamente US$ 3 milhões por unidade para a versão inicial da aeronave. Esse valor é utilizado como referência para compor a carteira pública de encomendas da empresa.
Considerando uma cotação do dólar próxima de R$ 5,50, cada eVTOL teria um custo aproximado de:
- US$ 3 milhões
- cerca de R$ 16,5 milhões
O preço poderá variar conforme:
- configuração escolhida;
- equipamentos opcionais;
- sistemas de navegação;
- contrato de manutenção;
- treinamento de pilotos;
- suporte pós-venda.
Assim como ocorre na aviação executiva, dificilmente duas aeronaves terão exatamente o mesmo custo final.
Por que o preço é tão elevado?
Embora muitas pessoas imaginem que o eVTOL será vendido para consumidores comuns, esse não é o objetivo inicial da Eve.
O projeto foi desenvolvido para operadores profissionais, como:
- empresas de táxi aéreo;
- companhias de mobilidade urbana;
- operadores de helicópteros;
- grandes grupos logísticos;
empresas de transporte executivo.
Além disso, a aeronave incorpora tecnologias extremamente sofisticadas:
- oito motores elétricos;
- sistemas redundantes de segurança;
- baterias de alta capacidade;
- aviônica digital;
- controle eletrônico de voo;
- materiais compostos leves;
- certificação aeronáutica internacional.
Todo esse conjunto tecnológico explica o alto investimento necessário para sua fabricação.
Quantos passageiros poderá transportar?
O eVTOL da Eve foi projetado para transportar quatro passageiros mais o piloto.
A cabine foi desenvolvida para oferecer conforto semelhante ao encontrado na aviação executiva de curta distância.
O objetivo não é substituir aviões convencionais, mas realizar deslocamentos urbanos rápidos.
Qual será a autonomia?
As especificações divulgadas até o momento indicam:
- autonomia próxima de 100 quilômetros;
- velocidade em torno de 200 km/h;
- recarga relativamente rápida entre operações.
Essas características são suficientes para conectar bairros distantes, aeroportos e centros financeiros em poucos minutos.
Quando começará a operar?
O cronograma inicial previa entrada em serviço antes, porém a certificação sofreu ajustes. Atualmente, a Eve trabalha com uma meta de certificação em 2028, refletindo o tempo necessário para atender às exigências regulatórias e concluir o desenvolvimento da aeronave.
Como ocorre em toda nova tecnologia aeronáutica, a segurança é o principal fator que determina o ritmo do projeto.
Já existem compradores?
Sim.
Mesmo antes da certificação, a Eve já acumulou uma carteira de intenções de compra de aproximadamente 2.800 aeronaves, envolvendo operadores em diversos países e representando um potencial de bilhões de dólares em negócios.
Entre os interessados estão empresas de:
- transporte urbano;
- táxi aéreo;
- aviação executiva;
- mobilidade inteligente.
O eVTOL substituirá os helicópteros?
Não completamente.
A expectativa é que ele ocupe principalmente missões urbanas de curta distância, oferecendo vantagens como:
- emissão zero durante o voo;
- nível de ruído significativamente menor;
- menor custo operacional;
- manutenção potencialmente mais simples;
- maior eficiência energética.
Os helicópteros continuarão indispensáveis em operações de longa duração, transporte pesado e missões especiais.
Vale a pena investir nessa tecnologia?
Especialistas apontam que a mobilidade aérea urbana poderá se tornar um dos mercados mais importantes da aviação nas próximas décadas.
A Embraer aposta justamente nesse segmento ao criar a Eve Air Mobility, empresa dedicada exclusivamente ao desenvolvimento do eVTOL.
Embora o investimento inicial seja elevado, operadores poderão compensar o custo com alta utilização diária da aeronave, especialmente em grandes centros urbanos congestionados.
Caso a tecnologia alcance a escala esperada, os custos operacionais tendem a diminuir ao longo dos próximos anos, tornando o transporte aéreo urbano cada vez mais acessível.
