| foto: divulgação: Moto Show |
A Ford confirmou um passo importante para a nova geração da Ranger: a versão híbrida plug-in, além da eletrificação, será também flex. Ou seja, a picape média poderá rodar com etanol, gasolina ou eletricidade — algo pensado especialmente para o mercado brasileiro.
A partir de 2027, o modelo começa a ser produzido em General Pacheco, na Argentina. A fábrica recebeu um novo pacote de investimentos de US$ 170 milhões (cerca de R$ 908 milhões), que se soma aos US$ 700 milhões aplicados entre 2021 e 2025. A unidade também ganhou uma fábrica de motores, reforçando a estrutura para receber a nova motorização.
Desenvolvimento brasileiro
O motor flex da Ranger híbrida plug-in está sendo desenvolvido no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Ford, em Tatuí, interior de São Paulo. O local acaba de ser ampliado com dois novos prédios.
O primeiro é o Ford Academy, um centro de treinamento de 800 m² com salas de reunião, áreas de exposição e espaços dedicados ao aprendizado de novas tecnologias. O segundo é o Centro de Diagnóstico Avançado de Engenharia, uma estrutura de 350 m² integrada à pista de testes. Ali, os engenheiros conseguem analisar dados em tempo real e trocar informações com outros centros da Ford no mundo, acelerando ajustes de hardware e software.
Segundo André Oliveira, diretor de Programas Veiculares da Ford América do Sul, o desenvolvimento do motor flex da versão híbrida reforça a importância da engenharia brasileira dentro do grupo.
Expansão na Bahia
Outro polo importante para o projeto fica em Camaçari, na Bahia, onde o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia — instalado desde 2022 no Cimatec Park — também está crescendo. Um novo prédio dedicado à engenharia está em construção e deve ser concluído no primeiro semestre do ano que vem.