O Brasil terminou 2025 com uma frota urbana cada vez mais concentrada nos grandes centros. Dados da Secretaria Nacional de Trânsito mostram que as dez maiores cidades do país reúnem dezenas de milhões de veículos em circulação, com forte predominância de automóveis e motocicletas, que seguem como os principais meios de deslocamento nas áreas urbanas.
São Paulo mantém a liderança com ampla vantagem, reflexo direto de sua dimensão populacional, da intensa atividade econômica e da forte dependência do transporte individual. O ranking também evidencia o avanço das motocicletas em capitais do Nordeste e do Centro-Oeste, onde esse tipo de veículo ocupa papel central tanto na mobilidade cotidiana quanto no trabalho por aplicativos.
A capital paulista concentra, de forma isolada, a maior frota do Brasil, com 9.655.748 veículos registrados. O número impressiona não apenas pelo volume total, mas também pela composição: são 6.411.354 automóveis, 1.346.967 motocicletas, 543.552 caminhonetes e 645.680 camionetas. Na prática, São Paulo sustenta sozinha uma frota superior à soma de várias capitais brasileiras, refletindo sua importância econômica, logística e populacional.
Na segunda posição aparece o Rio de Janeiro, com 3.222.231 veículos em circulação. Embora distante de São Paulo, o volume ainda é elevado e puxado principalmente pelos 2.172.834 automóveis, além de 472.493 motocicletas. Entre os utilitários, a cidade contabiliza 142.081 caminhonetes e 198.740 camionetas. O perfil segue fortemente centrado no carro de passeio, o que ajuda a explicar a alta densidade veicular no dia a dia carioca.
Belo Horizonte fecha o pódio com 2.743.849 veículos registrados, consolidando-se entre as maiores frotas do país. A capital mineira reúne 1.801.244 automóveis, 311.334 motocicletas, 330.961 caminhonetes e 161.387 camionetas. O cenário revela a predominância dos carros de passeio, com participação relevante de caminhonetes, característica comum à frota urbana e regional.
Considerando apenas Brasília, o Distrito Federal soma 2.156.992 veículos. A base é formada majoritariamente por 1.463.817 automóveis, mas as 270.301 motocicletas também têm presença expressiva, ao lado de 161.868 caminhonetes e 132.430 camionetas. O volume reflete a forte dependência do transporte individual na capital federal e o crescimento das motos como alternativa de deslocamento urbano.
Curitiba aparece como o principal polo da Região Sul, com 1.884.511 veículos. A frota inclui 1.197.572 automóveis e um número elevado de 305.064 motocicletas, além de 141.774 caminhonetes e 111.631 camionetas. A participação das motos chama atenção e acompanha a expansão dos deslocamentos diários e dos serviços de entrega.
Logo atrás, Goiânia registra 1.299.668 veículos em circulação, sendo 679.936 automóveis e 292.650 motocicletas. Nos utilitários, a cidade soma 136.572 caminhonetes e 54.294 camionetas. O destaque está no equilíbrio entre carros e motos, colocando a capital goiana entre as grandes cidades com maior proporção de motocicletas.
Fortaleza lidera o Nordeste entre as capitais, com 1.265.407 veículos registrados. A frota é composta por 632.870 automóveis e 401.498 motocicletas, além de 84.978 caminhonetes e 53.738 camionetas. O peso das motos é marcante e ajuda a definir o perfil de mobilidade local, fortemente ligado ao uso profissional e ao menor custo.
Salvador também ultrapassa a marca de 1 milhão de veículos, com um total de 1.071.873 registros. São 645.620 automóveis, 198.748 motocicletas, 86.119 caminhonetes e 59.619 camionetas. Apesar da predominância dos carros, o crescimento gradual das motos acompanha uma tendência observada em várias capitais brasileiras.
Fora das capitais, Campinas se destaca como o maior polo urbano, com 977.271 veículos. O município reúne 648.134 automóveis, 144.207 motocicletas, 66.599 caminhonetes e 55.966 camionetas. O tamanho da frota reforça o peso econômico e industrial da cidade, além de seu papel regional na mobilidade.
Manaus fecha o top 10 com 961.151 veículos em circulação. A capital amazonense contabiliza 446.479 automóveis e 307.625 motocicletas, além de 99.374 caminhonetes e 35.373 camionetas. A elevada proporção de motos coloca Manaus entre os destaques do ranking, refletindo a importância desse tipo de veículo como solução prática para deslocamentos urbanos e serviços de entrega.
