A decisão faz parte da estratégia da Nissan, liderada pelo presidente e CEO Makoto Uchida, para reduzir custos, racionalizar a capacidade produtiva e focar em mercados considerados prioritários. A montadora enfrenta prejuízos recorrentes, queda nas vendas e forte concorrência de fabricantes chineses, especialmente no segmento de veículos elétricos.
A fábrica vendida à Chery era considerada uma das mais antigas da Nissan e simbolizava seis décadas de presença industrial da marca na região. Com a transação, a empresa japonesa encerra definitivamente a produção no local, enquanto a Chery deve assumir a planta para expandir sua atuação internacional.
Em comunicado, a Nissan afirmou que a medida é “difícil, porém necessária”, e reforçou que o objetivo é garantir a sustentabilidade do negócio no longo prazo. A empresa também informou que negocia alternativas para mitigar impactos trabalhistas, incluindo programas de realocação e indenização aos funcionários afetados.
A aquisição da fábrica reforça a estratégia de expansão global da Chery, que vem aproveitando o momento de fragilidade de montadoras tradicionais para ampliar sua capacidade produtiva e presença fora da China.
O movimento evidencia a mudança no equilíbrio da indústria automotiva mundial, com fabricantes chineses ganhando espaço enquanto grupos históricos, como a Nissan, enfrentam um dos períodos mais desafiadores de sua trajetória.
